CONCRETO SECO: AFINAL, DO QUE ESTAMOS FALANDO?

CONCRETO SECO: AFINAL, DO QUE ESTAMOS FALANDO?

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Considerando que você está neste blog e, muito provavelmente, lendo artigos que dão dicas sobre como montar sua fábricas de blocos, como escolher sua vibroprensa, e etc, já deve ter se deparado em algum momento com a expressão “concreto seco”, certo? Ainda Não?

Muito bem. Só gostaria de deixar claro, desde o início, que não se trata de nenhuma mistura pronta para uso, tipo “Dry Mix” ou alguma outra dentro do estilo “faça você mesmo”. Não é nada disso.

Com este texto estamos iniciando uma série de artigos que vão discutir um pouco a tecnologia ligada a este material. Quem se propõe a produzir blocos e “pavers” tem que estar afinado com este assunto.

É sempre interessante, ao se iniciar um estudo ligado à tecnologia do concreto, conhecer um pouco da história e da nomenclatura pertinente ao tema.

Quanto à nomenclatura, pode-se identificar diversas expressões que são utilizadas para se referir ao concreto seco. É bem comum o uso da expressão “concreto farofa“, pela semelhança da sua consistência com a deste tão apreciado prato. Num certo sentido, pode-se comparar a sua textura com a da “terra úmida”. E ai fica um pouco mais fácil entender a singularidade deste tipo de concreto.

Uma terminologia mais técnica, que se originou do comitê 211 da ACI (American Concrete Institute), seria “concreto sem abatimento” ou “No-slump concrete”, ou “slump zero”. Um concreto que, quando compactado adequadamente, apresenta uma consistência tão firme logo ao ser desformado que é capaz de manter íntegra a forma com que foi moldado.

De um modo geral pode-se descrever o concreto seco como um concreto de consistência firme, tendo baixo teor de água e baixo consumo de cimento em relação aos concretos plásticos normalmente utilizados, resultando numa trabalhabilidade adequada à vibro-compressão.

O teor de água presente na mistura varia normalmente de 4 a 8% da massa de material seco. Esta faixa tão estreita é função do tipo de equipamento que está utilizando este concreto. Alguns equipamentos permitem maior umidade, outros nem tanto.

Se não passou batida a expressão “baixo consumo de cimento”, você deve ter se perguntado: quão baixo pode ser este consumo? Pois bem, pode ser tão baixo quanto mais ajustado o “traço” estiver ao equipamento e o equipamento à peça de concreto que está sendo produzida. E ai surge mais um aspecto importantíssimo do concreto seco: a interação com o equipamento.

Por esta razão é que se torna interessante discutir o assunto num site de fabricante de máquinas vibro-compressoras, como este da WM. Cada equipamento, em função de sua capacidade de prensagem e modo de vibração, representa uma combinação única e necessita de uma formulação específica de materiais para uma produção de sucesso.

Há muitas coisas interessantes para se dizer sobre este tipo de concreto, mas vamos devagar… até o próximo artigo.


Esse artigo é uma contribuição do Professor  Julio C. Filla para o blog da WM Máquinas. Instagram: @julio_filla | Linkedin | Whatsapp: (43) 99966-1966

Sobre o autor

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Ele iniciou sua formação acadêmica em 1984 com Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas, seguido por Engenharia Civil em 1987. Com vasta experiência em vendas técnicas na Cimento Cauê por 10 anos, também ministrou cursos e palestras em concreto. Possui pós-graduações em Marketing e Gestão da Qualidade. Na Plaenge Empreendimentos, atuou na área comercial. Hoje, é consultor em concreto e docente na UNIFIL, promovendo integração entre academia e mercado. Concluiu mestrado em Engenharia em 2011.

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